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Calculadora de preço de serviço de beleza

Quase todo salão erra a mesma conta: soma os percentuais ao custo em vez de dividir por eles. O resultado é um preço que parece saudável e não é. Preencha os seis passos e veja onde cada real do seu serviço vai parar.

Grátis Sem cadastro A conta roda no seu navegador

Passo 1 de 5

Quanto o salão gasta mesmo de agenda vazia

É o custo fixo mensal: o que sai da conta todo mês independente de quantas clientes entrarem pela porta.

Sim, isso é custo. Dono que não se paga acha que tem lucro.

Custo fixo mensal R$ 0

Passo 2 de 5

Quantas horas você tem para vender

Cadeira parada custa igual. O que transforma custo fixo em preço é a hora produtiva, não a hora aberta.

Ocupação real da agenda

75%

Salão cheio de verdade fica entre 70% e 85%. Acima disso, ou você tem fila, ou está contando errado.

Horas produtivas por mês0 h
Custo da hora de cadeiraR$ 0

Passo 3 de 5

O serviço que você quer precificar

Tempo real, do jeito que acontece: preparo, execução, finalização e a limpeza que vem depois.

Tintura, ampola, descartável, papel, energia do secador. O que acaba a cada cliente.

Custo direto do atendimento R$ 0 tempo de cadeira mais produto

Passo 4 de 5

O que sai do preço antes de virar seu

Estes três incidem sobre o preço final, não sobre o custo. É exatamente aqui que a conta da maioria quebra.

No Simples Nacional, salão costuma começar em 6%. A taxa de crédito no Brasil fica entre 3% e 5%, e sobe com parcelamento. Se o profissional é parceiro, use o percentual do contrato de salão-parceiro.

Sobra do preço para cobrir custo e lucro 50%

Passo 5 de 5

Quanto você quer que sobre

Margem é o que fica depois de tudo pago, e é ela que banca reforma, equipamento novo e mês fraco.

15% de margem sobre o preço

Salão de bairro trabalha com 10% a 20% de margem líquida por serviço. Clínica de estética e serviço de alto valor sustentam mais.

Seu preço

O preço do seu serviço

Este é o número que paga a estrutura, o profissional, o governo, a maquininha e ainda deixa lucro.

Preço mínimo, sem lucro R$ 0
Preço sugerido R$ 0
  • Custo do atendimento R$ 0
  • Profissional R$ 0
  • Cartão R$ 0
  • Imposto R$ 0
  • Seu lucro R$ 0
Atendimentos por mês para empatar0
Lucro em um mês cheioR$ 0
arraste o painel, ou Enter
Resposta direta

O preço mínimo de um serviço de beleza é a soma do custo da hora de cadeira pelo tempo do atendimento com o custo de produto, dividida pelo que sobra depois de comissão, taxa de cartão, imposto e margem. Em fórmula: preço = (custo da hora × tempo + produto) ÷ (1 − comissão − cartão − imposto − margem). Cobrar abaixo disso é trabalhar de graça, ainda que a agenda esteja cheia.

Por Redação Beauty Swipe · atualizado em

Como calcular o preço de um serviço de beleza

Existe uma conta certa e ela cabe em uma linha. O que a maioria faz é somar percentuais ao custo, e é por isso que o preço sai pequeno: comissão, cartão, imposto e margem incidem sobre o preço final, não sobre o custo. Somar dá menos do que precisa. O caminho é dividir.

preço = (custo da hora de cadeira × tempo do serviço + custo de produto) ÷ (1 − comissão − cartão − imposto − margem)

Os percentuais entram em decimal: 40% vira 0,40.

Um exemplo com números redondos. Custo fixo de R$ 11.500 por mês, 2 cadeiras, 8 horas por dia, 24 dias, 75% de ocupação: são 288 horas produtivas e um custo de hora de cadeira de R$ 39,93. Uma escova de 60 minutos com R$ 12 de produto tem custo direto de R$ 51,93. Com 40% de comissão, 4% de cartão, 6% de imposto e 15% de margem, sobra 35% do preço para cobrir esse custo: R$ 51,93 ÷ 0,35 dá R$ 148,37. Cobrar R$ 120 nessa estrutura é trabalhar de graça, mesmo com a agenda lotada.

1. Custo fixo mensal

Tudo que o salão paga mesmo sem atender ninguém: aluguel, condomínio, energia, água, internet, salários fixos e encargos, contador, sistema, marketing, limpeza, seguro e o pró-labore do dono. Pró-labore é custo, não sobra. Dono que não se paga confunde faturamento com lucro.

2. Horas produtivas, não horas abertas

Cadeiras vezes horas por dia vezes dias trabalhados dá a capacidade. A conta que interessa é a capacidade multiplicada pela ocupação real da agenda. Salão cheio de verdade fica entre 70% e 85%. Quem usa 100% está dividindo o custo fixo por horas que não existem, e o preço sai barato demais.

3. Custo da hora de cadeira

Custo fixo mensal dividido por horas produtivas. É o número que transforma tempo em dinheiro e o único jeito honesto de comparar um corte de 30 minutos com uma coloração de 3 horas.

4. Custo direto do atendimento

Custo da hora vezes o tempo real do serviço, mais o produto gasto. Tempo real inclui preparo, execução, finalização e a limpeza depois. Serviço que ocupa a cadeira por 2 horas custa 2 horas, ainda que a mão trabalhe 80 minutos.

5. O que sai do preço

Comissão do profissional, taxa de cartão e imposto. No Simples Nacional o salão costuma começar em 6%. A taxa de crédito fica entre 3% e 5% por transação e sobe com parcelamento. Quem não põe a maquininha no preço está financiando o cliente com a própria margem.

6. Margem, que é o que sobra

Margem líquida de 10% a 20% por serviço é a prática de salão de bairro. Abaixo de 10% o negócio fica sem fôlego para reinvestir e sem colchão para mês fraco. Clínica de estética e serviço de alto valor sustentam margem maior.

Os cinco erros que fazem o preço sair errado

Ponto de equilíbrio: quantos atendimentos pagam o mês

É o custo fixo mensal dividido pela margem de contribuição de cada atendimento, que é o preço menos tudo que varia com ele: produto, comissão, cartão e imposto. O resultado é o número de atendimentos que o salão precisa fazer só para empatar. Do próximo em diante, começa o lucro.

Glossário rápido

Custo fixo
O que o salão paga todo mês independente do movimento: aluguel, contas, folha fixa, contador, sistema e pró-labore.
Custo variável
O que só existe quando há atendimento: produto, comissão, taxa de cartão e imposto sobre a venda.
Hora de cadeira
Quanto custa manter uma posição de atendimento ocupada por uma hora. Custo fixo mensal dividido pelas horas produtivas.
Margem de contribuição
O que sobra de cada atendimento depois dos custos variáveis. É ela que paga o custo fixo e, depois de pago, vira lucro.
Ponto de equilíbrio
O número de atendimentos que zera a conta do mês. Abaixo dele o salão opera no prejuízo.

Perguntas frequentes sobre precificação de serviço

Como calcular o preço de um serviço de salão de beleza?

O preço mínimo de um serviço de beleza é a soma do custo da hora de cadeira pelo tempo do atendimento com o custo de produto, dividida pelo que sobra depois de comissão, taxa de cartão, imposto e margem. Em fórmula: preço = (custo da hora × tempo + produto) ÷ (1 − comissão − cartão − imposto − margem). Cobrar abaixo disso é trabalhar de graça, ainda que a agenda esteja cheia.

O que é custo da hora de cadeira?

É o custo fixo mensal do salão dividido pelas horas produtivas do mês. Se o salão gasta R$ 8.000 por mês e tem 320 horas produtivas, cada hora de cadeira custa R$ 25 antes de qualquer produto. É esse número que transforma tempo de atendimento em dinheiro.

Como calcular as horas produtivas do mês?

Multiplique o número de cadeiras pelas horas de atendimento por dia e pelos dias trabalhados no mês, e desconte a ociosidade real. Salão que trabalha 8 horas por dia, 24 dias por mês, com 2 cadeiras, tem 384 horas de capacidade. Com 75% de ocupação, são 288 horas produtivas.

Por que não posso somar a margem de lucro no fim da conta?

Porque comissão, taxa de cartão, imposto e margem incidem sobre o preço final, não sobre o custo. Somar percentuais ao custo dá um número menor do que o necessário. O caminho certo é dividir o custo direto por 1 menos a soma desses percentuais.

Qual margem de lucro é saudável para um salão de beleza?

A prática de mercado no Brasil trabalha com margem líquida de 10% a 20% por serviço em salão de bairro, e acima disso em clínica de estética e serviço de alto valor. Margem abaixo de 10% deixa o negócio sem fôlego para reinvestir e sem colchão para mês fraco.

Preciso incluir a taxa da maquininha no preço?

Precisa. A taxa de cartão de crédito no Brasil costuma ficar entre 3% e 5% por transação, e parcelamento eleva isso. Quem não coloca a taxa no preço está financiando o cliente com a própria margem.

Quantos atendimentos preciso fazer por mês para pagar as contas?

É o ponto de equilíbrio: custo fixo mensal dividido pela margem de contribuição de cada atendimento, que é o preço menos os custos que variam com ele (produto, comissão, cartão e imposto). A calculadora mostra esse número junto com o preço.

Esta calculadora é gratuita?

É gratuita e não pede cadastro. A conta roda dentro do próprio navegador, nada do que você digita é enviado para servidor, e você pode salvar o resultado em PDF.

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