Anvisa proíbe fabricação, venda e uso de nove cosméticos sem registro, entre eles tônico capilar e shampoo de crescimento
A Resolução RE nº 3.249, publicada em 19 de agosto, proíbe fabricar, distribuir, vender, divulgar e usar em todo o país nove produtos que não têm registro nem regularização sanitária na Anvisa. Seis são da marca Essence, da Geo Beauty, entre eles o tônico capilar Capi Hair e o shampoo de crescimento Essencial for Men. Os outros três são de fabricante desconhecido, incluindo um protetor solar em bastão FPS 50+ e um creme para a área dos olhos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou em 19 de agosto a Resolução RE nº 3.249, que proíbe em todo o território nacional a fabricação, a distribuição, a venda, a divulgação e o uso de nove produtos de higiene e cosmética. O motivo é a falta de registro e de regularização sanitária junto ao órgão.
Seis itens são da marca Essence, da Geo Beauty. São eles o tônico capilar Capi Hair, o shampoo de crescimento capilar Essencial for Men de 250 ml, o repelente de odor ambiente Casa, a parafina bronzeadora de cenoura e urucum Rainha Solar com FPS 8 de 120 g, o sabonete em gel para pele diabética Mixderme de 200 ml e o fluido antimicótico Ar Tratamento de 30 ml.
Os outros três aparecem na resolução como de fabricante desconhecido: a Máscara Avocado Tutano Vegano, o protetor solar em bastão Natural Perfection Double Shield Sun Stick FPS 50+ e o Fraijour Retin-Collagen 3D Core Eye Cream.
A proibição não se limita à venda. O texto alcança também a divulgação e o uso, ou seja, aplicar o produto em cliente e postar sobre ele passam a estar igualmente vedados.
Por que isso importa
Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas na conversa de bastidor de salão. A Anvisa não está afirmando que esses produtos fizeram mal a alguém. Ela está dizendo que eles circulam sem o registro que permitiria saber o que têm dentro, e é a ausência dessa informação que fundamenta a proibição.
Repare no perfil da lista. Não são cosméticos de perfumaria: há tônico de crescimento capilar, shampoo de crescimento, sabonete para pele diabética, antimicótico e protetor solar. É exatamente a prateleira que promete resolver um problema, e produto que promete resolver problema é o que a cliente aceita pagar mais caro e o que ela usa por mais tempo.
Há ainda o item que passa despercebido: uma parafina bronzeadora com FPS 8. Fator de proteção declarado sem registro é uma promessa que ninguém verificou, e nesse caso a cliente se expõe ao sol acreditando estar protegida.
O que muda no salão
O primeiro movimento é físico e leva menos de uma hora: vá até a sua prateleira de revenda e até o armário do que você usa no atendimento, e confira se algum desses nove itens está lá. Se estiver, ele sai de circulação agora, não depois do estoque acabar, porque a proibição já alcança o uso.
O segundo é de rotina, e é o que evita a próxima resolução te pegar de surpresa. Toda vez que um representante aparecer com novidade, peça o número de registro ou de notificação na Anvisa antes de comprar. A consulta é pública e gratuita no site do órgão. Fornecedor sério tem esse número na ponta da língua; quem enrola já respondeu.
O terceiro é de conversa com a cliente. Se você vendeu algum desses produtos nos últimos meses, avisar é melhor que torcer para ela não ver a notícia. Um recado curto explicando que o item saiu de linha por decisão da Anvisa e oferecendo uma alternativa registrada custa uma mensagem e protege a relação. Quem descobre pelo Instagram descobre desconfiando.
✦ O que você leva daqui
- Para o leitor comum: nove produtos foram proibidos por não ter registro na Anvisa, entre eles tônico capilar, shampoo de crescimento e um protetor solar em bastão FPS 50+. A proibição inclui o uso, não só a venda.
- Para o dono de negócio: confira a prateleira e o armário hoje, e passe a exigir o número de registro na Anvisa antes de comprar de qualquer representante. A consulta é pública e gratuita.
- Para os dois: a lista é dominada por produtos que prometem resolver um problema (crescimento capilar, pele diabética, fungo, proteção solar), justamente os que a pessoa usa por mais tempo e com mais fé.
Moral da história: Produto sem registro não é vantagem de fornecedor: é passivo que dorme na prateleira do seu salão.