Zasocitinib, da Takeda, supera deucravacitinib e mais que dobra taxa de pele 100% limpa em estudo de fase 3 para psoríase

O estudo de fase 3 LATITUDE Atlas, com 606 adultos com psoríase em placas moderada a grave, comparou o zasocitinib — inibidor oral e seletivo da TYK2 — ao deucravacitinib, já aprovado no mercado. Mais de 35% dos pacientes tratados com zasocitinib atingiram limpeza completa da pele (PASI 100) na semana 16, mais que o dobro da taxa obtida com o concorrente.

Zasocitinib, da Takeda, supera deucravacitinib e mais que dobra taxa de pele 100% limpa em estudo de fase 3 para psoríase

A Takeda anunciou resultados positivos do estudo de fase 3 LATITUDE Atlas (TAK-279-PsO-3004), um ensaio randomizado, multicêntrico e duplo-cego que comparou diretamente o zasocitinib (30 mg uma vez ao dia) ao deucravacitinib (6 mg uma vez ao dia) em 606 adultos com psoríase em placas moderada a grave.

O zasocitinib é um inibidor oral, altamente seletivo e alostérico da TYK2 (tirosina-quinase 2): em vez de atacar o sítio catalítico ativo da enzima, ele se liga ao domínio pseudoquinase regulatório JH2, travando a TYK2 em estado inativo e bloqueando a sinalização pró-inflamatória rio abaixo — um mecanismo mais seletivo que evita interferir nas vias JAK1, JAK2 e JAK3.

Por que isso importa

No desfecho primário do estudo — a proporção de pacientes com PASI 100 (limpeza completa da pele) na semana 16 —, mais de 35% dos pacientes tratados com zasocitinib atingiram esse resultado, mais que 2,5 vezes a taxa de resposta obtida com deucravacitinib. O zasocitinib também demonstrou superioridade estatística em todos os desfechos secundários-chave avaliados, incluindo resposta PASI 90 e Avaliação Global do Médico (sPGA) igual a zero. Não foram identificados novos sinais de segurança, e o perfil de tolerabilidade se manteve consistente com estudos anteriores da molécula.

O deucravacitinib (comercializado como Sotyktu) já é hoje uma opção oral aprovada e amplamente usada para psoríase moderada a grave — o que torna esse resultado um dos primeiros testes de cabeça a cabeça de uma nova molécula contra um tratamento oral já consolidado no mercado, em vez de contra placebo.

O que muda no consultório

O zasocitinib ainda é uma molécula em desenvolvimento — não há, até o momento, aprovação regulatória ou data prevista de lançamento comercial. Mas o resultado de fase 3 direto contra um concorrente já aprovado é um indicativo forte de que a Takeda pretende disputar posição de destaque assim que a molécula for submetida a agências regulatórias. Para dermatologistas que hoje prescrevem terapias orais para psoríase, o estudo já é um sinal de que o padrão de comparação da categoria está subindo — de "bate o placebo" para "bate o concorrente aprovado".

✦ O que você leva daqui

  • O zasocitinib, inibidor oral seletivo da TYK2, superou o deucravacitinib (já aprovado) em limpeza completa da pele (PASI 100) num estudo de fase 3 direto, cabeça a cabeça.
  • Mais de 35% dos pacientes com zasocitinib atingiram PASI 100 na semana 16 — mais que o dobro da taxa do concorrente — com segurança consistente com estudos anteriores.
  • Para dermatologista e paciente com psoríase moderada a grave: a molécula ainda não tem aprovação regulatória, mas o resultado já eleva a régua de comparação entre terapias orais — vale acompanhar o próximo passo regulatório da Takeda.

Moral da história: Quando um remédio bate o campeão em vez de só bater o placebo, o padrão de comparação do mercado muda — e o paciente é quem sai ganhando.

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