ABIHPEC fecha parceria inédita com o INPI para ajudar marcas de beleza a registrar patente e combater falsificação
A ABIHPEC assinou em julho de 2026 um acordo de cooperação com o INPI para ampliar o acesso das empresas do setor a orientação sobre registro de marca, patente e desenho industrial, além de reforçar o combate à falsificação. O acordo tem vigência inicial de 12 meses.
A ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) e o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) assinaram em julho de 2026 uma parceria estratégica inédita voltada ao setor de beleza e cuidados pessoais. O acordo, firmado em workshop na sede da ABIHPEC e com vigência inicial de 12 meses, amplia o acesso das empresas a informação, orientação e instrumentos de proteção para marcas, patentes e desenhos industriais.
A cooperação também vai atuar de forma ativa na prevenção e no combate à falsificação de marcas dentro do segmento — um problema que atinge diretamente fabricantes, distribuidores e o consumidor final, exposto a produtos sem controle sanitário algum.
Por que isso importa
O Brasil é hoje o 4º país que mais lança produtos de beleza e cuidados pessoais por ano no mundo — um volume de inovação que, historicamente, nem sempre veio acompanhado do mesmo cuidado em proteger essa propriedade intelectual. Segundo Luiz Carlos Dutra, presidente da ABIHPEC, "essa cooperação é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do mercado, com base em inovação, garantindo que o setor de Beleza e Cuidados Pessoais continue crescendo com segurança". Já Júlio César Castelo Branco Reis Moreira, presidente do INPI, destacou que a parceria permite "divulgar iniciativas do INPI voltadas à redução do tempo de exame e à disseminação da cultura de propriedade industrial".
O que muda no salão e na marca própria
Para quem desenvolve fórmula própria, batiza uma linha de produto ou até dá nome a um salão com identidade visual autoral, o recado é direto: registrar marca, patente ou desenho industrial deixou de ser algo restrito às grandes indústrias — a nova cooperação aponta justamente para facilitar esse acesso, inclusive com procedimentos de exame prioritário do INPI. Quem ainda não registrou o nome do próprio negócio ou de uma linha de produto vale usar esse momento para colocar isso em dia; é a única forma de impedir que outro empreendedor registre antes e a marca já construída vire motivo de disputa judicial.
✦ O que você leva daqui
- ABIHPEC e INPI firmaram parceria de 12 meses para facilitar o registro de marcas, patentes e desenhos industriais no setor de beleza — e reforçar o combate a produtos falsificados.
- O Brasil é o 4º país que mais lança produto de beleza no mundo, mas lançar rápido não substitui proteger a propriedade intelectual do que foi criado.
- Se você tem marca própria, linha de produto ou identidade visual autoral no salão, esse é o momento de verificar se o registro no INPI já foi feito — antes que outra pessoa registre primeiro.
Moral da história: Marca que ninguém registrou é marca que qualquer um pode copiar — proteger o nome é parte do negócio, não luxo de quem já é grande.